Globo não pode limitar a graça e espontaneidade de Maju Coutinho

A Maju que todo mundo aprendeu a gostar é exatamente aquela do “Jornal Nacional”, que fala fácil, estilosa, convincente e segura nas suas informações.

| CORREIO DO ESTADO / FLÁVIO RICCO, COM COLABORAÇÃO DE JOSÉ CARLOS NERY


Flávio Ricco antecipa notícias bombásticas dos famosos - Divulgação

O sucesso e o reconhecimento ao trabalho da Maju Coutinho são dos mais merecidos. Alguém que, com o tempo, soube aproveitar as oportunidades oferecidas e, graças à maneira de se colocar, quebrar um pouco a cintura do nem sempre flexível jornalismo da TV Globo.

A Maju que todo mundo aprendeu a gostar é exatamente aquela do “Jornal Nacional”, que fala fácil, estilosa, convincente e segura nas suas informações.

Mas a Maju que ninguém quer é a apresentadora amarrada do “Fantástico”, ou de alguns momentos do programa, como foi no último domingo, por exemplo, na cabeça da reportagem sobre o aquecimento da terra. O diálogo com Sonia Bridi passou ao público a impressão de um teatrinho ensaiado de véspera, sem qualquer espontaneidade e falso demais para uma matéria tão bem feita e de tamanha importância.  

Toda vez que jornalista, independentemente da função, é colocado na condição de interpretar, o desastre é inevitável.

Que a Maju, quando assumir o “Hoje”, volte a ser aquela que todos aprendemos a admirar.



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