Buscas na prefeitura e secretarias de Bandeirantes já passam de 6 horas

Investigação aponta que empresas emitiam notas frias para justificar despesas com veículos já colocados à venda ou leilão.

| ANAHI ZURUTUZA E ALINE DOS SANTOS / CAMPO GRANDE NEWS


De terno, promotor Paulo Henrique Mendonça de Freitas coloca em carro material coletado na prefeitura (Foto: Marcos Maluf)

Buscas em salas da Prefeitura de Bandeiras e das secretarias municipais de Obras e Educação já passam de 6 horas. Equipes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado), Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros) e do Batalhão de Choque chegaram à cidade 70 km de Campo Grande antes das 6h. A reportagem deixou o município ao meio-dia e o trabalho ainda não havia sido finalizado.

O promotor da cidade, Paulo Henrique Mendonça de Freitas, coordena a coleta de documentos na sede do Executivo municipal com ajuda de policiais do Choque. Ele não quis dar entrevista. Disse somente que ainda não havia concluído as buscas.

A equipe da Garras vasculha a Secretaria Municipal de Obras, Gestão Urbana e Habitação e também vistoriou dois pátios que ficam nas proximidades do prédio. Ônibus escolares parados nos locais foram fotografados.

O Campo Grande News foi barrado na porta da prefeitura e não conseguiu contato com o prefeito, Álvaro Urt (DEM). Um homem que se identificou como procurar do município, mas não quis revelar o nome, informou que a administração municipal vai se manifestar mais tarde por nota.

Urt é fazendeiro da região e está em seu primeiro mandato. A reportagem apurou que não há mandados contra ele.

Investigação - Sucatas de veículos já colocadas à venda em leilão ainda geravam despesas para a Prefeitura de Bandeirantes como se estivessem rodando normalmente. Essa é uma das irregularidades que estão sendo investigadas pela Operação Sucata Preciosa, deflagrada nesta terça-feira (2), e tem a administração do município do interior como alvo principal.

Conforme as apurações iniciais, empresas localizadas na cidade, em Campo Grande, em Dourados e em Presidente Vesceslau, no interior de São Paulo, davam notas frias à prefeitura para justificar os gastos com bens já inservíveis.

Os documentos, como apurou a reportagem, traziam anotações “genéricas', do tipo “serviços mecânicos', mas se referiam a veículos que não estão mais em condições de uso e até já foram para a venda como sucata.

Os crimes investigados são peculato, fraude em licitação, falsidade e corrupção.


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