Campanha política diminuiu número de exames aponta secretário

Sesau diz que é houve diminuição de testes durante a campanha eleitoral, ou seja, os números podem estar represados.

| PAULA MACIULEVICIUS BRASIL E BRUNA MARQUES / CAMPO GRANDE NEWS


Ainda há 4.133 amostras sem resultados, traz boletim. (Foto: Divulgação/Governo MS)

Apesar do evento ser destinado ao combate a dengue, no Dia D no bairro Estrela do Sul na manhã deste sábado, na Capital, o assunto predominante foi a covid-19, em razão do expressivo aumento do número de casos.

Questionado sobre Campo Grande estar vivendo uma alta na curva, o titular da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) José Mauro Filho falou que é preciso levar em conta que durante a campanha eleitoral houve diminuição de testes, ou seja, os números apresentados agora podem ser reflexo de exames represados.

'Temos observado um crescimento principalmente na Europa e nos Estados e a gente já observa este início de crescimento aqui. Só que como também houve processo eleitoral principalmente nos municípios do Brasil, houve a diminuição dos testes. Este percentual a gente tem que analisar com cuidado', pondera.

Enquanto as restrições estavam em vigor, mesmo que minimamente, a contaminação pelo novo coronavírus parecia controlada e até diminuiu. Com a flexibilização, inclusive campanha eleitoral feita a todo vapor, a covid-19 reencontrou ambiente voltando a ter alta em Campo Grande.

O boletim deste sábado (21), trouxe 917 novos casos, mais da metade deles em Campo Grande que registrou 524 infectados desde ontem. Cinco pessoas morreram vítimas do coronavírus, quatro na Capital e um em Jardim. Ainda há 4.133 amostras sem resultados divulgados, sem encerramento nos sistemas das prefeituras.

Com a atualização, o Estado fecha a 47ª semana epidemiológica com 4.080 testes positivos, 41,27% a mais que na semana anterior, que teve 2.882 infectados. O combate à doença retrocede oito semanas, atingindo o mesmo patamar de setembro.

Quanto ao aumento dos casos de internação em UTI's anunciados pelos próprios hospitais, a Sesau informou que houve o retorno de diversas situações hospitalares e elenca desde cirurgias eletivas, infarto e até casos de AVC. Até 15 de outubro, a cidade estava sob toque de recolher, o que reduziu acidente e assim ajudou a controlar a lotação de UTIs e leitos clínicos.

'O aumento de leitos de covid deve ser tomado caso haja necessidade, existe uma rede complementar contratualizada para que possa absorver este impacto. Serão tomadas as decisões necessárias em conjunto e de acordo com os números e da vigilância diária, sempre ouvindo os setores mais impactados', disse o secretário.


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